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Talipariti pernambucense

Malvaceae

Algodoeiro-da-praia

Arbusto, em geral muito ramificado, 1-6 m de altura, ramos frequentemente horizontais ou pouco inclinados. Folhas simples, alternas, cordiformes, palminérveas, discolores, verde-escuras e brilhosas na face superior, densamente tomentosas e mais claras na face inferior, com nectários na base das maiores nervuras, estípulas longas e largas, pecíolo longo. Flores pentâmeras, grandes, diclamídeas, pseudoactinomorfas (cada pétala assimétrica), cálice gamossépalo tubular e pubescente, envolto por um verticilo de brácteas fundidas e menores (calículo); corola dialipétala grande, amarela, adquirindo cor mais escura com o passar do tempo (alaranjada, rosa-claro ou arroxeada); hermafroditas, polistêmones, longo tubo estaminal, ovário súpero, 5 estigmas. Fruto seco (cápsula), que se abre expondo as sementes marrom-escuras. Espécie importante na transição restinga-manguezal. Na vegetação perto do mar e/ou ao longo de cursos d’água perto das desembocaduras deles no oceano, bem como em qualquer parte dos mangues, frequentemente forma aglomerados densos e até intransponíveis, pelo entrelaçamento de seus ramos. Pode ser confundida com Talipariti tiliaceum (exótica às vezes cultivada), geralmente maior, menos ramificada e com mancha roxo-escura na base das pétalas.

Resolução CONAMA n. 261/1999

Hibiscus tiliaceus
Restinga arbustiva (primária; estágio avançado)
Restinga arbórea (primária)